sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A Voz do Pastor

A DOCE FORÇA DO DIÁLOGO
Agosto de 2011














Estamos vivenciando Assembleia Diocesana com o tema: "Comunidade: lugar de perdão, participação e festa". Há um grande esforço para que realmente todos possamos contribuir nesta reflexão que preparará a elaboração do Plano Diocesano de Pastoral para os anos 2011 - 2013. Parabenizo e agradeço às comunidades, paróquias e regionais que se reuniram para debater os assuntos e responder às perguntas propostas. .

Este empenho comum exige espírito de humildade, conversão e diálogo por parte de todos. Às vezes podemos correr o risco de pensar que são "os outros" que precisam mudar e que "nós" estamos sempre corretos. Inclusive não faltam pessoas que gostariam que na Igreja se utilizasse mais o chicote, porém, para os "outros"!

Anos atrás, fui convidado dar uma palestra sobre vida de comunidade numa paróquia de interior. Procurei ser incisivo, apelando para o emocional e para as verdades da fé. Terminada a palestra, ao despedir-me do pessoal, um senhor do conselho veio elogiar me. Perguntei o motivo do elogio. A resposta dele foi a seguinte: "O senhor disse tudo aquilo que os meus vizinhos deviam ouvir!".

Em cada um de nós existe um pouco da atitude do fariseu que foi ao templo para rezar (Lc. 18,11-12). Achando-se perfeito, louvava a si mesmo, pensando assim enganar a Deus. Diminuía os outros para se engrandecer e os acusava para se declarar inocente. "Os outros são pecadores, precisam ouvir as verdades e se converter! Eu não!".

A Assembleia Diocesana é um tempo forte e abençoado para que cada um de nós, (a começar por mim!), possa examinar as próprias convicções, ideias e atitudes, sabendo discernir o que for bom e deve continuar, e o que for errado e deve ser melhorado. Também é uma oportunidade propícia para descobrirmos lacunas, omissões e espaços vazios.

Mas tudo isto deve ser realizado com espírito de humildade, conversão e diálogo. Trata-se de propor caminhos, acender luzes e motivar propostas. Ninguém se converte nem muda por pura imposição. Ninguém aceita correção e conselho de quem é prepotente e se acha no direito de condenar os outros, sem olhar e reconhecer as próprias falhas.

Dom Luciano Bergamin, CRL
(http://www.mitrani.org.br/post3.html)

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