quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Teremos um novo doutor da Igreja


Duas notas importantes merecem ser destacadas da última Jornada Mundial da Juventude.
A primeira, que todos praticamente já sabem, é que a próxima JMJ será realizada no Rio de Janeiro, em 2013. A segunda, também de grande importância, é que o Santo Padre proclamará, em breve, doutor da Igreja, o presbítero espanhol São João de Ávila, contemporâneo de outros grandes santos da mesma Espanha, como Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz e Santo Inácio de Loyola. A declaração foi feita durante a Santa Missa com os seminaristas na Catedral de Santa Maria la Real de la Almudena, no sábado.







Queridos amigos,
Com grande alegria, no marco da santa igreja Catedral de Santa Maria a Real da Almudena, quero anunciar agora ao povo de Deus que, acolhendo os pedidos do Senhor Presidente da Conferência Episcopal Espanhola, o Eminentíssimo Cardeal António Maria Rouco Varela, Arcebispo de Madrid, dos outros Irmãos no Episcopado da Espanha, bem como de um grande número de Arcebispos e Bispos de outras partes do mundo, e de muitos fiéis, declararei, proximamente, São João de Ávila, presbítero, Doutor da Igreja Universal.
Ao fazer pública aqui esta notícia, desejo que a palavra e o exemplo deste exímio pastor possa iluminar os sacerdotes e aqueles que se preparam, com alegria e esperança, para receber um dia a Sagrada Ordenação.
Convido todos a dirigirem o olhar para ele, e confio à sua intercessão os Bispos da Espanha e de todo o mundo, bem como os presbíteros e seminaristas para que, perseverando na mesma fé que ele ensinou, possam modelar seu coração conforme os sentimentos de Jesus Cristo, o Bom Pastor, a quem seja dada toda glória e honra por todos os séculos dos séculos. Amém.

 Bento XVI, Santa Missa com os seminaristas
20 de agosto de 2011



(http://beinbetter.wordpress.com/2011/08/22/papa-ira-proclamar-novo-doutor-da-igreja/)

Fotos de Santo Raimundo Nonato





São Raimundo Nonato - Canção Nova - Santo do Dia(31/08)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Trechos do sermão 13 de São Cesário de Arles


Eu vos rogo, irmãos caríssimos, que reflitamos sobre o significado de sermos cristãos e sobre o sinal da cruz de Cristo que trazemos na fronte. Não nos basta - bem devemos saber - termos recebido o nome de cristãos se não agimos como cristãos, conforme disse o próprio Senhor no Evangelho: “De que adianta dizer: ‘Senhor, Senhor’, se não fazeis o que eu digo?” (Lc 6,46). Se mil vezes te proclamas cristão e fazes o sinal da cruz, mas não dás esmola de acordo com tuas possibilidades e não queres ter amor, justiça e pureza, de nada te aproveitará o nome “cristão”.

Sim, é uma grande coisa o sinal de Cristo e a Cruz de Cristo, mas, precisamente por isso,grande e preciosa deve ser também a realidade assinalada por tão precioso sinal. De que adianta fazer um selo de ouro, se o que está por dentro é palha podre? De que adianta andar com o sinal de Cristo na fronte e na boca se o que ele encerra são nossos pecados e delitos? Pois, quem pensa mal, fala mal e age mal e, se não quiser corrigir-se, a cada sinal da cruz seu pecado não só não diminuirá como aumentará.

É o caso de muitos que, ao furtar, adulterar ou agredir a pontapés, fazem o sinal da cruz e nem por isso deixam de fazer o mal. Ignoram esses infelizes que, com isso, atraem mais demônios para dentro de si em vez de expulsá-los.

Já quem, com a ajuda de Deus, afasta de si os vícios e os pecados, lutando por pensar o bem e realizar o bem, este imprime de verdade o sinal da cruz sobre seus lábios: pois esse agir, sim, é digno de receber o sinal de Cristo. E já que está escrito: “O reino de Deus não consiste em palavras mas em virtudes” (I Cor. 4,20) e também: “A fé sem obras é morta” (Tg 2,26), não usemos, pois, o nome de cristãos para nossa condenação, mas para nossa cura e dediquemo-nos às boas obras enquanto ainda podemos lançar mão dos remédios.

Memorizai o Símbolo e o Pai-Nosso, e ensinai-os a vossos filhos, pois não sei como pode alguém dizer-se cristão e não se empenhar sequer em saber os poucos artigos do Símbolo e o Pai-Nosso.

Sabei que sois responsáveis diante de Deus pelos filhos, que trouxestes ao Batismo: deveis ensinar e corrigir tanto os vossos próprios filhos como os afilhados para que vivam uma vida pura, justa e sóbria. E vós mesmos agi de tal maneira que, querendo vossos filhos imitar-vos, não acabem ardendo convosco no fogo eterno mas, a vosso lado, atinjam o prêmio da vida eterna...

São Cesário de Arles cancaonova com Santo do Dia(30/08)

domingo, 28 de agosto de 2011

Fotos de Santo Agostinho (Doutor da Igreja)










Tarde te amei - (Agostinho de Hipona)

Santo Agostinho - Canção Nova - Santo do Dia(28/08)

O Mal


Agostinho foi profundamente impressionado pelo problema do mal - de que dá uma vasta e viva fenomenologia. Foi também longamente desviado pela solução dualista dos maniqueus, que lhe impediu o conhecimento do justo conceito de Deus e da possibilidade da vida moral. A solução deste problema por ele achada foi a sua libertação e a sua grande descoberta filosófico-teológica, e marca uma diferença fundamental entre o pensamento grego e o pensamento cristão. Antes de tudo, nega a realidade metafísica do mal. O mal não é ser, mas privação de ser, como a obscuridade é ausência de luz. Tal privação é imprescindível em todo ser que não seja Deus, enquanto criado, limitado. Destarte é explicado o assim chamado mal metafísico , que não é verdadeiro mal, porquanto não tira aos seres o lhes é devido por natureza. Quanto ao mal físico , que atinge também a perfeição natural dos seres, Agostinho procura justificá-lo mediante um velho argumento, digamos assim, estético: o contraste dos seres contribuiria para a harmonia do conjunto. Mas é esta a parte menos afortunada da doutrina agostiniana do mal.
Quanto ao mal moral, finalmente existe realmente a má vontade que livremente faz o mal; ela, porém, não é causa eficiente, mas deficiente, sendo o mal não-ser. Este não-ser pode unicamente provir do homem, livre e limitado, e não de Deus, que é puro ser e produz unicamente o ser. O mal moral entrou no mundo humano pelo pecado original e atual; por isso, a humanidade foi punida com o sofrimento, físico e moral, além de o ter sido com a perda dos dons gratuitos de Deus. Como se vê, o mal físico tem, deste modo, uma outra explicação mais profunda. Remediou este mal moral a redenção de Cristo, Homem-Deus, que restituiu à humanidade os dons sobrenaturais e a possibilidade do bem moral; mas deixou permanecer o sofrimento, conseqüência do pecado, como meio de purificação e expiação. E a explicação última de tudo isso - do mal moral e de suas conseqüências - estaria no fato de que é mais glorioso para Deus tirar o bem do mal, do que não permitir o mal. Resumindo a doutrina agostiniana a respeito do mal, diremos: o mal é, fundamentalmente, privação de bem (de ser); este bem pode ser não devido (mal metafísico) ou devido (mal físico e moral) a uma determinada natureza; se o bem é devido nasce o verdadeiro problema do mal; a solução deste problema é estética para o mal físico, moral (pecado original e Redenção) para o mal moral (e físico).

Leia mais: http://www.mundodosfilosofos.com.br/agostinho.htm#ixzz1WND3u2N7

7º Plano de Pastoral Orgânica - Dom Bruno Gamberini - Arquidiocese de Campinas

Fotos de D.Bruno Gamberini











Morre D.Bruno Gamberini, Arcebispo de Campinas






Comunicamos o falecimento do arcebispo metropolitano de Campinas (SP), Dom Bruno Gamberini, ocorrida na tarde deste domingo, 28 de agosto, no Hospital Bandeirantes, em São Paulo.

Internado pela terceira vez em dois meses, desta vez, Dom Bruno teve uma hemorragia digestiva alta. Sedado e sob ventilação mecânica, teve piora no quadro de infecção. A febre persistiu apesar do tratamento intenso com antibióticos. Houve agravamento da função renal, sendo necessário o início de hemodiálise. Inicialmente, ele tinha sido internado após uma crise de diabetes.

Dom Bruno foi nomeado em 2004, pelo Papa João Paulo II, para substituir dom Gilberto Pereira Lopes à frente da Arquidiocese de Campinas. Dom Bruno Gamberini nasceu em Matão (SP) no dia 16 de julho de 1950.


Foi o terceiro dos cinco filhos do casal de Armando Gamberini e de Tirsi Castellani. Realizou seus primeiros estudos na sua terra nata, no Grupo Escolar José Inocêncio da Costa e na Escola Estadual Professor Henrique Morato. O segundo grau e a Filosofia foram cursados no Seminário Diocesano de São Carlos. Cursou aTeologia no Studium Theologicum, filiado à Pontifícia Universidade Lateranense, em Curitiba, onde residiu no Seminário Rainha dos Apóstolos. Fez mestrado em canto coral e regência na Pró-Música, de Curitiba (1971-1974).
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bruno_Gamberini ;Facebook do Arcebispo do Rio - Dom Orani João Tempesta : http://www.facebook.com/profile.php?id=100001770643352