segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Martinho Lutero ( 1483-1546)



Lutero foi formado na tradição católica, que lhe ensinou a veneração a Maria, veneração que ele guardou até o fim da vida . Eis alguns de seus depoimentos:

Em seu comentário sobre o Magnificat ( Lc 1,46-55), escreve: "Ó bem-aventurada Mãe, Virgem digníssima, recorda-te de nós e obtém que também em nós o Senhor faça essas grandes coisas!"

Ao referir-se a Mt 1,25, observa: "Destas palavras não se pode concluir que, após o parto, Maria tenha tido consórcio conjugal. Não se deve crer nem dizer isto" (Obras de Lutero, edição Weimar, tomo 11, pg. 323).

Por isto Lutero se insurgia contra aqueles que lhe atribuíam a doutrina de que "Maria, a Mãe de Deus, não tenha sido virgem antes e depois do parto, mas tenha gerado Cristo e outros filhos com contato com José" (Weimar, tomo 11, pg. 314). Os irmãos de Jesus, mencionados no Evangelho, são parentes do Senhor (Weimar, tomo 46, pg. 723); Tischreden 5, nº 5839). O reformador prometia 100 moedas de ouro a quem lhe provasse que a palavra 'almah em Is 7,14 não significa virgem ( Weimar, tomo 53, pg. 640 ).

A respeito das virtudes de Maria, dizia: "A bem-aventurada Virgem via Deus em tudo; não se apegava a criatura alguma; tudo, Ela o referia a Deus... Por isto é puríssima adoradora de Deus, Ela que exaltou Deus acima de todas as coisas" ( Weimar, tomo 1, pg.60s ).

No fim de sua vida, aos 17/01/1546, Lutero exclamou um sermão muito agitado: "Não se deve adorar somente o Cristo? Mas não se deve honrar também a Santa Mãe de Deus? Esta é a mulher que esmagou a cabeça da serpente. Ouve-nos, pois o Filho te honra; Ele nada te nega. Bernardo foi longe demais ao comentar o Evangelho... Só a respeito de Cristo está dito: 'Ouvi-o' e: 'Eis o Cordeiro de Deus'... Isto não foi dito a propósito de Maria, nem dos anjos, nem de Gabriel" ( Weimar, tomo 51, pg. 128s).

Vê-se que até os últimos dias Lutero guardou certa devoção à Mãe de Deus... Que ele invocou no seu comentário ao Magnificat: "A mesma amantíssima Mãe de Deus queira obter a graça para mim, a fim de que possa expor o seu cântico com proveito e profundidade" (Weimar, tomo 7, pg. 545 ).

No tocante às imagens, Lutero excluía a adoração e a idolatria, mas não as proibia; afirmava que as proibições feitas no Antigo Testamento não afetavam os cristãos ( Weimar 7.10, p. 440-445; tomos 28, pp.677s). Censurava os iconoclastas como fanáticos e sectários furiosos ( Weimar, tomos 18, pp. 70.80-82). Considerava as imagens como a Bíblia dos pobres e tinha-as como muito adequadas tanto à natureza humana psicossomática quanto ao modo como Deus costuma tratar os homens.
Até o fim da vida, Lutero pregou em festas de Nossa Senhora: a da Purificação (2 de fevereiro) e a da Anunciação (25 de março) sempre lhe foram caras, ao passo que as da Assunção e da Natividade de Maria somente até certa fase de sua evolução religiosa.
(http://www.veritatis.com.br/apologetica/maria-santissima/532-os-reformadores-protestantes-e-maria)

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